quarta-feira, 22 de maio de 2013

A família na presença de Deus

A família na presença de Deus


A criação do mundo é algo tão extraordinário que transcende à capacidade perceptiva do homem.
Deus, na sua expressão mais gloriosa, integrado pelas três pessoas da trindade, o “Eloim”, criou a luz, os céus, os mares, as ervas, as árvores, o Sol, a Lua, as estrelas, os répteis, as aves e o próprio homem.
Depois do ato maravilhoso da criação de todas as coisas, o Senhor teve duas sensações registradas na Bíblia. 
A primeira foi a de que tudo o que fizera “era muito bom” (Gn 1:31.). E nós cremos mesmo que esta avaliação tem caráter absoluto. De fato, é algo que merece muito valor.
A Segunda sensação que Deus teve foi a oposta à primeira. Algo que Ele achou que não era bom, que Ele próprio não aprovou, no seu juízo soberano de fazer o que lhe apraz. Quando Deus olhou para o homem, isolado em meio à grandiosidade do Éden, no meio das belezas das demais coisas criadas, o Criador exclamou: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2:18).
Como solução divina para este problema da solidão do homem, o Senhor disse: “Far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele” (Gn 2:18).
Em Gênesis 2:24, o Senhor assim se expressou: “Deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher e serão ambos uma só carne”.
Vemos aí a origem da família: uma solução de Deus para a solidão do homem, a família é de origem divina, planejada pela mente perfeita e soberana do Criador.
A figura do pai aparece em primeiro lugar. Ao pai são conferidos, não apenas os direitos, mas também maiores responsabilidades diante da família, da sociedade e, mais ainda, diante de Deus. Deus coloca nas mãos do pai o destino e a segurança de toda a casa. Vejamos o que nos mostra o AT.: Se um membro de uma família, e principalmente o pai, cometia um pecado, toda a família era considerada culpada. E em casos em que se devia aplicar a pena capital, toda a família era executada. O exemplo mais marcante desta regra foi a destruição das famílias de Corá (Coré), Datã e Abirão. (Nm 16:1-50). A outra função colocada por Deus nas mãos do Pai era a de ser o Sacerdote do lar. Por ocasião da instituição da Páscoa, Deus deu ordem para que o pai passasse o sangue do cordeiro que seria comido pela família, nos umbrais da porta, para que o Destruidor não ferisse o primogênito daquela família. Outra função atribuída por Deus ao pai era a de professor da religião judaica; era o pedagogo da família. A responsabilidade de ensinar estava nas mãos do pai. Ele era o sacerdote do lar. Ele deveria escrever nos umbrais da casa. Ele devia “inculcá-las” aos filhos, quando estivessem sentados em casa, ou caminhando pelos campos, ou colocando-os para dormir, ou ao tomar as refeições com eles. Na sua casa há um Sacerdote?
Em segundo lugar surge a figura da mãe, aquela que “foi criada por causa do homem” (I Co 11:8), com responsabilidades e direitos igualmente importantes. A mulher como auxiliadora, tem também a responsabilidade de cooperar com o pai no ensino dos filhos. Nos tempos modernos, já não vislumbramos mais a família em sua forma ortodoxa: o pai como o provedor do sustento necessário à família e a mãe como a educadora do lar. Vivemos numa sociedade em que os valores da família ortodoxa, foram substituídos pela ambição desmedida do ter e não do ser; a mulher já não é mais a educadora do lar, mas em certos casos é a provedora do sustento. Quando não é o fato de a mulher ser provedora por necessidade, é o fato da liberação feminina que reivindica os mesmos direitos do homem da casa, deixando à tarefa da educação dos filhos, para a escolinha maternal, a creche, a babá particular e às vezes aos avós e tios tias paternos e maternos. Ouvi dias deste um debate na televisão, em que educadores e sociólogos, procuravam respostas à desenfreada violência, envolvendo jovens de classe média alta, com roubos, uso de drogas, assaltos, mortes e etc..., sabem qual foi a conclusão? A partir da explosão do movimento feminista, a mulher deixou o lar, para trabalhar, às vezes desnecessariamente, simplesmente pra satisfazer o seu ego, dizendo-se liberta do jugo do marido (Pai), não mais participando das reuniões da escola dos filhos, deixando de corrigir e acompanhar as tarefas e deveres escolares, não sabendo até mesmo as amizades cultivadas pelos filhos e pouco se importando com o futuro deles, achando que dando tudo o que é necessário em termos material, estará cumprindo a sua tarefa e dever de mãe ou pai. O material, presentes, mesadas, e etc..., não podem e nunca vão substituir a presença tão benéfica da figura da mãe. Este não foi o projeto de Deus para mulher como mãe!  
Pai e Mãe são a base geradora da família.
Em terceiro lugar, vemos a figura da mulher, distinta do aspecto puramente materno. Aí, entendemos a função de esposa, companheira, amiga, adjutora, tão necessária e importante, que surgiu da mente de Deus.
Em quarto lugar, vemos a figura dos filhos. De maneira implícita, porém muito clara. Deus previu a geração de filhos. Só se pensa em filhos, quando se pensa em pai e mãe. Foi o que Deus previu.
Homem, mulher, pai, mãe, filhos, são palavras oriundas da mente de Deus, para a consecução da origem da instituição divina da família.
No plano divino, a família tem seu principio na união do casal, ampliada na união com os filhos. “... o homem... se unirá à sua mulher, e serão ambos uma só carne” (Gn 2:24). Aos filhos, resta o dever de obedecer. Não que Deus só tenha deixado para eles esta incômoda posição, não! Há bênçãos também, mas que só virão, através da obediência. O primeiro mandamento com promessa é este: Honra teu pai e tua Mãe, para que te vás bem e prolongue os seus dias sobre a terra. (Ex.20:12; Ef. 6:1-3). Porque razão Deus fez questão em que este fosse o primeiro mandamento com promessa?
Porque Deus considera ser dever dos filhos obedecerem e honrarem seus pais. Se não obedecemos e não honramos os nossos pais terrenos, como seremos capazes de obedecer e honrar o nosso Pai Celestial-Deus? (Mencionar e ler a carta de um pai a seu filho).
Através dessa união entre o homem e a mulher, a ponto de se tornarem uma unidade, é que se fortalecem os laços da família.
No nosso entender, vale a pena estudar o assunto relacionado com a família. Conhecendo sua origem, podemos entender que ela se situa num plano muito alto em relação à maioria das instituições humanas. Tudo o que homem faz, pode mudar a seu bel-prazer. Mas o que Deus criou não pode ser mudado sem seu consentimento. De origem divina, a família precisa ser respeitada, honrada e considerada no seu devido lugar.
Nos tempos modernos, a família tem sido relegada a um plano inferior, de tal modo que, em certos regimes totalitários, os filhos são separados dos pais, logo cedo, a fim de receberem a educação do Estado em lugar da educação do lar. Em outros lugares, mesmo ditos de regimes liberais, a família é atacada de outro modo. A licenciosidade, a degradação dos costumes, estimulados pelos meios de comunicação, enaltecem os valores que conspiram contra a união familiar. As uniões ilícitas, a vida em adultério e prostituição, são vistas como sendo a mais alta forma de união entre homem e mulher, enquanto que a vida em família passa a ser considerada coisa ultrapassada.
Mas a família é, e continuará sendo, de origem e caráter divinos.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Carta de um velho pai ao seu filho

Carta de um velho pai ao seu filho


Meu amado filho
No dia em que este teu velho não for mais o mesmo, tem paciência e compreende-me.
Quando derramar comida sobre a minha camisa e me esquecer como atar os meus sapatos, tem paciência comigo e lembra-te das horas em que passei a ensinar-te a fazer as mesmas coisas!
Se quando conversares comigo, eu repetir as mesmas histórias, que já sabes como terminam, não me interrompas e escuta-me. Quando eras criança, para que dormisses, tive que te contar milhares de vezes a mesma história até que fechasses os olhinhos...
Quando estivermos reunidos e sem querer fazer minhas necessidades, não fiques com vergonha. Compreende que não tenho culpa disso, pois já não posso controlar. Pensa, quantas vezes, pacientemente, troquei as tuas roupas para que estivesses sempre limpinho e cheiroso.
Não me reproves se eu não quiser tomar banho, mas sejas paciente comigo. Lembra-te dos momentos em que te persegui e os mil pretextos que inventava pra te convencer a tomar banho.
Quando me vires inútil e ignorante na frente de novas tecnologias que já não poderei entender, peço-te que me dês todo o tempo que seja necessário, e que não me censures com um sorriso sarcástico! Lembra-te que fui eu quem te ensinou tantas coisas. Comer, vestir e como enfrentar a vida tão bem como hoje o sabes fazer. Isso é resultado do meu esforço e de minha perseverança.
Se em algum momento quando conversarmos, eu me esquecer do que estávamos a falar, tem paciência e ajuda-me a lembrar. Talvez a única coisa importante para mim naquele momento seja o fato de te ver perto de mim, dando-me atenção e não o que falávamos.
Se alguma vez eu não quiser comer, que saibas insistir com carinho, assim como fiz contigo...
Que também compreendas que com o tempo não terei dentes fortes, e nem agilidade para engolir...
E quando minhas pernas falharem por estarem tão cansadas, e eu já não me conseguir equilibrar... Com ternura, dá-me tua mão para me apoiar, como eu o fiz quando tu começaste a caminhar com tuas perninhas tão frágeis.
E se algum dia me ouvires dizer que não quero mais viver, não te aborreças comigo. Algum dia entenderás que isto não tem a ver com teu carinho ou com o quanto te amo... e compreendas que é difícil ver a vida abandonando aos poucos o meu corpo, e que é duro admitir que já não tenho mais vigor para correr ao teu lado, ou  para tomar-te nos meus braços, como antes.
Sempre quis o melhor para ti r sempre me esforcei para que o teu mundo fosse mais confortável, mais belo, mais florido. E até quando me for, terei deixado para ti outra rota em outro tempo, mas estou certo de estar sempre presente em teu pensamento.
Não te sintas triste ou impotente por me veres assim. Não me olhes com cara de pena. Dá-me apenas o teu coração, compreende-me e apoia-me como o fiz quando começaste a viver. Isso me dará muita força e muita coragem.
Da mesma maneira que te acompanhei no inicio da tua jornada, peço-te que me acompanhes para terminar a minha. Trata-me com amor e paciência, e eu te devolverei sorrisos e gratidão, com o imenso amor que sempre tive por ti.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Posso operar milagres, e não ter o nome no Livro da Vida!

Posso operar milagres, e não ter o nome no Livro da Vida!


Texto:- Lucas:- 10.1-20
Uma das coisas que ultimamente me trazem preocupação é a concepção de salvação que impera no meio do povo evangélico. Segundo a crença reinante hoje, no meio da chamada Igreja de Cristo, salvo é todo aquele que professa a fé em curas e milagres, não importando a doutrina que o mesmo siga.
É só observar as palavras ditas por muitos pregadores da mídia, que você logo descobre o seguinte: Se não for adepto de tal igreja, você não é de Deus, porque certamente a igreja que você freqüenta se não for igual à dele (fogo puro, milagreira e que dialoga com o diabo para saber o que ele está fazendo) o seu nome certamente não está escrito nos céus. Eu abomino tais afirmações! Venho de uma família que era totalmente envolvida com as trevas, no verdadeiro sentido, e pude presenciar e também ouvir sobre diversas manifestações sobrenaturais, que se possível for enganam até os escolhidos! Por que não enganam? Porque o foco de Deus na vida daqueles que são seus não são os milagres, mas a certeza da vida eterna!
Observemos o texto mencionado acima com muito cuidado: Depois de terem sido enviados por Cristo numa missão específica, os setenta discípulos voltaram com alegria contagiante, pois até os demônios, que não tinham sido mencionados por Jesus no momento de despedi-los, submeteram-se ao nome de Jesus. Jesus não ficou alheio a esta alegria e até reforçou o fato falando-lhes da visão que tinha de Satanás caindo do céu. Embora estivessem muito alegres com os milagres que foram operados em o nome de Jesus, este advertiu-lhes que não fosse esta a alegria que deveriam ter. O mestre queria mostrar a eles que o gozo maior era ter o nome escrito no livro da vida que está nos céus! Em outras palavras, Deus pode capacitar uma pessoa a curar o enfermo ou expulsar um demônio da mesma forma que Deus faz o vento soprar ou as ondas pararem, porém sem comunicar nada de sua santidade peculiar. É por isso que fenômenos sobrenaturais são de importância secundária ao discernir a mão de Deus. (John Piper em Pode o Não-Regenerado Curar os Enfermos?)
O que é mais importante para a vida eterna? Operar milagres ou ter a certeza do nome escrito nos céus?  Eu posso dizer com toda a certeza como também se expressou o profeta Habacuque: ”Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor. Exulto no Deus da minha salvação.” Em suma: ainda que eu não veja milagres acontecendo ou venha a passar por circunstâncias de penúria, a minha alegria sempre estará presente, porque a minha alegria é a salvação que vem do Senhor meu Deus. Salvação não está neste contexto como livramento de circunstâncias da vida que nos afligem, mas com a certeza de ter os pecados perdoados, através do sacrifício de Jesus no Calvário, e morar eternamente com Deus na sua glória, quando este vier para nos buscar.
Finalizando:- O evangelho de Mateus no seu capítulo de número 7 versículos 22 e 23 nos dão a convicção de que operar milagres, não é a garantia de passagem para a vida eterna. Diz o texto: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais iniqüidade.   

domingo, 19 de maio de 2013

Chamados para transmitir vida aos mortos!

Chamados para transmitir vida aos mortos!


Texto:- II Reis 4.1- 44
INTRODUÇÃO:- O texto todo do capitulo 4 nos apresenta quatro situações diferentes, em que fica evidente a conduta e o testemunho pessoal de um profeta.
Eliseu é o profeta identificado no texto, como o personagem principal. Seguindo a narrativa, vamos identificá-lo também com a expressão “Um santo homem de Deus”
Este texto nos proporciona uma visão total de como deve ser a vida de um homem ou uma mulher, que tem compromisso com Deus!  
Passemos, pois a analisar estas situações.
1ª – Deus usa Eliseu para reverter uma escravidão prevista em uma vida normal para uma família. II Reis 4.1-7
2ª – Eliseu ora a Deus pedindo a ele para dar um filho a uma mulher estéril e depois ressuscitá-lo. II Reis 4.8-37 
A – Para ser considerado homem de Deus, a vida de Eliseu não foi só baseada no fato de ser discípulo de profeta. V. 9
 
1 – Muitos acham que pelo fato de estudarem teologia serão considerados homens de Deus.
 
2 – O fato de ser amigo ou seguidor de um pastor santo, não faz do seu seguidor também um santo. (Vide a vida de Geazi)
 
3 – O fato também de viver num ambiente de milagres, não nos isenta de pecar. II Reis 5.20- 27
 
4 – Santificação não se distribui como a distribuição e multiplicação dos pães, mencionada no final do texto. Santificação depende única e exclusivamente de nossa intimidade com Deus.
 
3ª – Deus usa Eliseu para retirar o veneno que estava numa panela de cozido, que seria o alimento de um grupo de discípulos dos profetas. II Reis 4. 38-41
 
A – Muitos se perguntam: “Como o discípulo pôde colher uma erva venenosa e colocá-la na panela”? 
 
1 - Esta trepadeira silvestre identificada muitas vezes como parra brava ou colocíntidas, na verdade é um pepino selvagem, muito semelhante aos pepinos de conserva que comemos.
 
2 – A fome leva ao desespero e o desespero leva a confusão. II Reis 4.39
 
3 – Há muitas doutrinas difundidas no meio evangélico, que tem aparência de verdadeiras, mas no final se mostram venenosas e mortais.
 
4 – A farinha colocada na panela em si mesma não faria diferença alguma, pois a farinha não tem propriedades de antídoto, ou seja, aquilo que pode combater o veneno. O principal do fato é a palavra proferida por Eliseu. A palavra provinda de Deus, a Bíblia, na sua essência e totalidade, bem interpretada e corretamente aplicada é farinha para o veneno doutrinário.
 
4ª – Deus usa Eliseu na multiplicação de pães. II Reis 4.42-44 
 
Conclusão:- Nunca, como hoje, é necessária uma interpretação bíblica, baseada num bom estudo teológico de qualidade, para através da exposição correta da palavra de Deus, retirarmos o veneno que está sendo distribuído ao povo de uma maneira geral. Deitemos a palavra na panela de parra brava!
 

sábado, 18 de maio de 2013

Entendes o que lês?

Entendes o que lês?


Texto:- Atos 8.26-40
 
INTRODUÇÃO:- Começo esta minha introdução ao sermão que hoje pretendo expor, fazendo a seguinte pergunta: Porque a igreja precisa de pastores e mestres? Por quê?
 
Você pode estar pensando agora consigo mesmo e dizendo: bela pergunta! Ou mesmo o seguinte: "realmente, não vejo necessidade de pastores, principalmente de tempo integral nos dias atuais!"
 
Realmente! Quando não nos damos conta da importância do Pastor nos dias atuais, o que fazemos é contestar o seu salário, seu carro, sua casa, sua família e tudo mais que estiver relacionado a ele e ao seu exercício ministerial.
 
Porém, pare um pouco para pensar: Você consegue entender tudo o que lê nas Sagradas Escrituras? Sim? Não? 
 
Poderemos ter duas variantes na resposta.
 
O ensino das escrituras é uma das funções do pastor nos dias atuais.
 
Calvino no seu comentário sobre o livro de Atos escreve a respeito da humildade do etíope, personagem citado no texto, dizendo que gostaria que houvesse mais homens e mulheres humildes em seus dias. Ele contrasta essa humildade com aqueles que descreveu como arrogantes e confiantes em suas próprias aptidões para entender. Ele diz o seguinte:
 
"È por isso que a leitura das escrituras dá resultado com tão poucas pessoas hoje em dia porque mal se acha um em cem que alegremente se submete ao ensino. Ora, se qualquer um de nós for ensinável, os anjos descerão dos céus para nos ensinar. Não precisamos de anjos. Nós deveríamos usar todos os auxílios que o Senhor coloca diante de nós para o entendimento das Escrituras e, em particular, pregadores e mestres". (Calvino)
 
POR QUE A EXISTÊNCIA DE PASTORES?
 
1º - Porque as ovelhas precisam de um guarda, um sentinela!  
2º - Porque as ovelhas precisam de um guia!
3º - Porque as ovelhas precisam de alguém que cuide do rebanho, sarando suas feridas, levantando as caídas, buscando as desviadas, confortando-as nas horas difíceis, alimentado-as com pastos verdes, retirando as ervas daninhas do pasto, retirando as pedras que podem ferir seu focinho enquanto pastam, represando ribeiros de águas para que até a mais tenra ovelha possa beber de suas águas, levando-as de volta ao redil para estarem em segurança.
 
Poderíamos fazer a seguinte pergunta: De que maneira é possível o pastor de almas, fazer todas estas tarefas?
Respondemos: Através do estudo sistemático da Palavra de Deus, o pastor consegue com a inspiração, revelação e unção de Deus, extrair das Sagradas Escrituras todas as orientações necessárias para que as ovelhas de seu rebanho possam viver e multiplicarem-se em paz.
 
John Stott em seu artigo “Uma definição de pregação Bíblica”, diz que há duas convicções a respeito do texto bíblico:
1º Ele é um texto inspirado – Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado. Revelação e Inspiração andam juntas. Revelação descreve a iniciativa que Deus tomou de desvelar-se e (tirar o véu, aclarar), assim, mostrar-se, já que, sem essa revelação, ele permaneceria o Deus desconhecido. Inspiração descreve o processo pelo qual ele fez isso, isto é, falando aos profetas e apóstolos bíblicos e por meio deles, e sussurrando sua Palavra de sua boca de tal forma que também ela saísse da boca deles. Caso contrário, seus pensamentos teriam sido inatingíveis para nós. 
 
2º - O texto inspirado é, até certo ponto, um texto fechado - Expor as Escrituras é esclarecer o texto inspirado. Assim ele precisa estar parcialmente fechado se for para ser esclarecido. Você pode até ficar indignado com esta afirmação e até fazer as seguintes perguntas: Por acaso é que as Escrituras estão parcialmente fechadas? As escrituras não são um livro completamente aberto? Você não acredita no que os reformadores do século XVI ensinaram a respeito da clareza das Escrituras, que elas são transparentes? Não pode até mesmo o simples e o inculto ler a bíblia por si mesmo? Não é o Espírito Santo nosso mestre dado por Deus? E, com a Palavra de Deus e o Espírito de Deus, não devemos dizer que não precisamos do magistério eclesiástico para nos instruir?
 
Eu posso responder com um ressonante sim a todas essas questões, mas o que você diz de maneira correta precisa ser classificado. A insistência dos reformadores na clareza das Escrituras se referia à sua mensagem central – seu evangelho de salvação pela fé em Jesus Cristo somente. Isso é claro como o dia nas Escrituras. Mas os reformadores não sustentavam que tudo nas Escrituras estava claro. Como eles poderiam fazer isso, quando Pedro disse que existiam algumas coisas nas cartas de Paulo que nem ele conseguia entender. (2 Pedro 3.16). Se um apóstolo nem sempre entendia outro apóstolo, dificilmente seríamos modestos se disséssemos que nós entendemos.
 
A verdade é que precisamos uns dos outros na interpretação das Escrituras. A igreja é corretamente chamada de comunidade hermenêutica, uma comunhão de crentes em que a Palavra de Deus é exposta e interpretada. De modo particular, precisamos de pastores e professores para expô-la, para esclarecê-la de modo que a possamos entender. É por isso que o Jesus Cristo que ascendeu, de acordo com Efésios 4.11, ainda está dando pastores e mestres à sua igreja.
 
CONCLUSÃO:- Você se lembra o que o eunuco etíope disse na carruagem quando Felipe lhe perguntou se ele havia entendido o que estava lendo em Isaías 53? Ele disse: "Ora, é claro que posso. Você não acredita na clareza das Escrituras? Não, ele não disse isso. Ele disse o seguinte: Como posso entender se alguém não me explicar?" (Atos 8.31) - John Stott
 
É por isso que existem Pastores e Mestres!  
 
 
Pr. Ubirajara Quintino